“Estudar de véspera” é um hábito normal de grande parte dos estudantes. Desde a época da escola, as professoras pedem para você estudar diariamente, após as aulas, mas inevitavelmente a maioria das pessoas acaba só estudando durante a semana que antecede a prova.
Já no colégio, o “estudo de véspera” passa a ser 1 ou 2 dias antes da prova. Na faculdade, algumas pessoas chegam a estudar no próprio dia da prova. Para quem faz faculdade à noite, a hora do almoço é mais do que suficiente. Quando não dá para estudar na hora do almoço, chega-se um pouco antes da prova e estuda-se na própria sala de aula.
Portanto, cada vez mais a distância entre o estudo e o momento da prova foi se encurtando. E quando estes dois momentos se encontram surge a famosa “fila”. Ou seja, a “fila” nada mais é do que o instante em que estudo e a prova ocupam o mesmo espaço no tempo.
Acompanhando esta evolução, será que em breve as pessoas vão passar a estudar depois das provas?
O mais famoso e popular processo para tomada de decisão é o Par ou Ímpar.
Mas apesar do sucesso do Par ou Ímpar como ferramenta para tomada de decisão, ele é um instrumento injusto, pois claramente beneficia uma das partes: o Par.
A matemática é simples: se os dois concorrentes colocarem um número Par, a soma será sempre um número par (1 chance); se ambos colocarem um número Ímpar, o resultado também será sempre um número Par (2 chances).
A única chance da soma resultar em Ímpar é se os disputadores colocarem numerais de natureza diferentes.
Portanto, 2 chances contra 1. Conclusão: coloque sempre Par.
Mas muito mais injusto do que o Par ou Ímpar como ferramenta para tomada de decisão é o tal do UNI DUNI TÊ, afinal, o UNI DUNI TÊ nada mais é do que um ZERINHO OU UM cujo resultado é sempre o mesmo.
Também não entendo aquele “Mamãe mandou…”. Porque a mãe manda ele escolher uma opção e o cara diz que é teimoso, mas acaba escolhendo a mesma opção que a mãe mandou. Não faz sentido.
Acho então que a melhor forma de tomar uma decisão é com uma pedra, um papel e uma tesoura (Wikipedia).
Além dos conhecimentos mercadológicos e da rede de relacionamentos que você adquire nos anos de faculdade, é inegável que ela também ensina uma grande arte: a arte de dar golpes.
É impressionante como muitos alunos passam mais tempo planejando como enganar os professores do que realmente estudando.
Como copiar um trabalho do Google e mexer nas formatações de texto e em algumas palavras para não parecer copiado. Ou então como pegar o trabalho de um colega que já pagou aquela cadeira.
Como conseguir um “contato” para fazer um atestado médico e solicitar abono de faltas. Ou como convencer o seu chefe a assinar um atestado de viagem a trabalho para você.
Como se posicionar estrategicamente na sala de aula (no fundo, sempre atrás de um grandão) para possibilitar filar melhor na prova. Ou como produzir resumos com fontes minúsculas para colar e onde posicioná-los durante a execução da prova.
Como dar chamada em nome do seu colega para que, quando você precise, ele possa retribuir. Ou como convencer seus colegas a colocar o seu nome em um trabalho de grupo, em que você não contribuiu em nada.
Enfim, em grande parte dos anos na faculdade, você está sempre treinando a arte de dar golpes.
Acho que é por isso que quem está formado tem direito à cela especial na cadeia, afinal, ele não está ali por acaso, ele estudou muito para isso.
Muitas pessoas não gostam de viajar de avião, pelos mais diversos motivos. E depois do fatídico 11 de Setembro – que completa 5 anos – esse medo acentuou-se devido ao medo do terrorismo.
Mas levando em consideração a quantidade de vôos que circulam diariamente em todo o mundo, a probabilidade matemática de haver uma bomba em um avião é mínima, quase desprezível.
Se considerarmos a probabilidade de haver duas bombas no mesmo avião, ou seja, coincidir de que no mesmo vôo, da mesma companhia aérea, no mesmo horário, existam duas bombas, pode ter até considerada impossível.
Portanto, para garantir sua segurança ao viajar de avião, leve sempre consigo uma bomba. Desta forma, você vai estar garantindo que não haverá nenhum terrorista no seu vôo.
Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?
Acredito que este seja um dos questionamentos mais paradigmáticos dos nossos tempos, a mãe de todas as especulações.
Segundo Aristóteles, a galinha tem primazia sobre o ovo. A origem desta radical tomada de posição aristotélica em favor da galinha acha-se na distinção do ser em potência e ato, íntima de Aristóteles. Entre o ser em estado acabado, o ser em ato, e o puro não-ser, tende-se a um intermediário, o ser em potência, que já pertence ao real sem estar ainda perfeitamente realizado. As mudanças e movimentos explicam-se dizendo que são a passagem do ser em potência ao ser em ato. Portanto, a galinha é anterior ao ovo.
Eu, infelizmente, preciso discordar do meu caro amigo Aristóteles. Na minha opinião, o ovo é anterior à galinha.
E a minha explicação é bem mais simples: na era dos dinossauros já existiam ovos. E nada de galinhas.
Mas, para manter viva esta especulação milenar, sugiro que, a partir de hoje, o questionamento seja reformulado para:
“Quem nasceu primeiro: o ovo DA GALINHA ou a galinha?”.
Aí eu tô contigo, Totinho!