Furtos

24
mar

É incrível a quantidade de furtos de celular hoje em dia. Mais incrível ainda são os locais onde ocorrem.

No início do ano, estava no camarote de um show (cuja entrada foi oitenta reais) e furtaram meu celular. Isso quer dizer que existia um ladrão que resolveu investir o valor da entrada com o objetivo de furtar celulares.

Em contra-partida, passei o carnaval inteiro freqüentando shows públicos, de posse do meu celular, e nem eu nem nenhum dos meus amigos tivemos o celular furtado.

Portanto, com base nas seguintes premissas:

- nos eventos fechados, onde são cobradas entradas, os ladrões estão mais focados em realizar os furtos pois precisam recuperar o investimento realizado;

- nos eventos fechados, as possíveis vítimas estão menos precavidas e menos atentas por acreditarem que estão mais seguras.

Pode-se concluir, então, que os eventos fechados são mais propícios a furtos de celular do que os públicos.

Reviravolta

17
mar

Tem uma coisa que me irrita profundamente nos cinemas: aquele cara que desce a rampa no finalzinho do filme para abrir o portão de saída.

Aquele cara estraga o filme! O filme está no final, você sabe disso. Mas você não sabe direito quanto tempo falta pra acabar. Será que o protagonista vai morrer? Será que aqueles dois vão mesmo acabar juntos? Todo mundo cria uma expectativa de reviravolta no final dos filmes.

Mas quando você vê o cara do cinema descendo a rampa, não tem mais jeito. Você percebe que realmente vai acabar daquele jeito.

Interessante seria se uma produtora de filmes contratasse aquele cara para descer a rampa meia hora antes do filme acabar, quando ainda faltasse uma grande reviravolta.

O cara está descendo a rampa……… e de repente o herói ressuscita.
E tem mais meia hora de filme.

Cobrimos qualquer oferta anunciada pela concorrência.

Onde isso vai parar? Cada estabelecimento garante que bate o preço do outro. É como se todos estivessem se abraçando e se afogando juntos. Suicídio coletivo.

Para os consumidores, é ótimo, claro. Basta levar o tablóide do concorrente que eles oferecem um preço menor para todos os produtos anunciados.

Eu sempre faço compras no Pão de Açúcar e levo o tablóide do Carrefour para obter os descontos. Porque lá em casa eu só recebo o tablóide do Carrefour.

Ou seja, hoje em dia, quando um supermercado envia o seu tablóide para um cliente está perdendo aquele cliente, porque está municiando-o com o material necessário para ele poder ir no concorrente e conseguir tudo mais barato.

Eu acho que quem manda o tablóide do Carrefour é o Pão de Açúcar.

Cadeiras

03
mar

Dando continuidade à minha eterna busca por otimizar processos para economia de tempo (iniciada na crônica Tempo), um dos principais instrumentos para isso é a melhoria da comunicação entre as pessoas.

Uma cena comum em que o processo de comunicação poderia ser otimizado: quando uma pessoa está em um bar/restaurante à procura de uma cadeira para sentar.

Nesta situação, o primeiro passo é localizar uma cadeira vazia em outra mesa. Em seguida, aproxima-se de uma das pessoas da mesa e uma das duas perguntas é feita:

1) Tem gente? (cuja resposta seria Não)
2) Posso pegar? (cuja resposta seria Sim)

O problema é que hoje em dia as duas perguntas estão sendo feitas, e este é exatamente o processo que eu gostaria de otimizar, padronizando apenas uma das perguntas.

Devido ao excesso de barulho normalmente existente nesses ambientes (bar/restaurantes), ao fazer a pergunta ‘Tem gente?’ e ouvir a resposta ‘Não’ o emissor fica inseguro achando que o receptor pode ter achado que ele (emissor) fez a outra possível pergunta para este tipo de situação (Posso pegar?).

Portanto, para garantir de que a comunicação ficou clara, ele faz a outra pergunta ‘Posso pegar?’ e, ao ouvir a resposta ‘Sim’, certifica-se de que o receptor compreendeu tudo corretamente e de que ele pode pegar a cadeira.

Algumas pessoas podem até questionar que a segunda pergunta é necessária já que a primeira não é suficiente. Bem… não considero a primeira insuficiente pois acho bastante improvável que uma pessoa esteja simplesmente fazendo uma pesquisa sobre a disponibilidade das cadeiras de um estabelecimento sem de fato ter a intenção de pegar uma cadeira.

De qualquer forma, para evitar polêmicas, gostaria de sugerir que a pergunta padrão seja “Posso pegar?”.

E espero que vocês utilizem da melhor forma possível o tempo economizado.