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Sexta feira (25) estarei com Marco Zenni no Curitiba Comedy Club fazendo o Rodízio de Humor, às 21h

Para mais info: http://guia.gazetadopovo.com.br/teatro/rodizio-de-humor/340/1260/

Nesta semana estou participando do twitter coletivo @Na_Kombi cujo tema é BEBIDA ALCÓOLICA. Em homenagem, estou publicando a minha “Teoria do Consumo de Vodka”

Sou um grande fâ de vodka. E sempre lutei para criar o hábito de consumir vodka na praia mas nunca tive sucesso. As pessoas insistem em beber apenas cerveja na praia. Este hábito foi criado por causa das campanhas publicitárias: as cervejarias sempre focam seus anúncios em praia, enquanto a indústria de vodka se restringe a boates.

Os benefícios que vejo para consumo de vodka na praia são:

Refrigeração – o sistema de refrigeração na praia é precário, à base de isopor com gelo, enquanto que numa boate existem freezers. E para gelar cerveja requer um bom sistema de refrigeração enquanto que vodka basta colocar gelo.

Logística – a logística de abastecimento é complicada para o comerciante de cerveja na praia pois todo dia ele tem carregar várias grades pesadas de cerveja. E ao final do dia, ainda tem a logística reversa de recolher os cascos e trazer de volta. Se vendesse apenas vodka, poderia carregar nos próprios braços uma caixa com algumas garrafas e seria suficiente. E não haveria a logística reversa.

Atendimento – para beber cerveja é necessária uma boa estrutura de atendimento para que seja sempre feita a reposição rápida nas mesas, enquanto vodka basta deixar uma garrafa na mesa e só repor depois de um bom tempo. E na praia é muito mais complicado montar uma boa estrutura de atendimento do que numa boate.

Higiene – a cerveja gera uma constante necessidade de fazer xixi, muito mais do que a vodka. E a praia não oferece uma infra-estrutura de sanitários adequada, como há nas boates.

Economia – para o consumidor, no final das contas, é mais barato beber algumas doses de vodka do que várias garrafas de cerveja.

Para reverter isso, é necessário que a indústria de vodka mude o foco de suas ações publicitárias. Campeonato de beach soccer com patrocínio da Orloof. Vôlei de praia by Smirnoff. Imaginem uma propaganda com loiras de biquíni, jogando frescobol na praia e erguendo uma Caipiroska. Só assim o brasileiro mudaria o seu hábito de consumo.

Ontem foi muito comentada a leitura labial do técnico Dunga durante a coletiva de imprensa. Isso me fez lembrar um texto sobre leitura labial que escrevi durante a Copa do Mundo 2006.

Apesar dos pesares, gostei da Copa. É, sem dúvida, o melhor evento da vida do homem médio brasileiro. Mas a grande lembrança que eu terei dessa Copa não vai ser a eliminação ridícula do Brasil nem a cabeçada de Zidane. O melhor dessa Copa para mim foi a idéia genial que a Globo teve de fazer leitura labial dos técnicos e jogadores.

Como é que ninguém tinha pensado nisso antes? É muito divertido!

Só fiquei um pouco decepcionado com Parreira. Porque eu achava que aqueles gritos dele à beira do campo eram códigos de esquemas táticos, de jogadas ensaiadas.

- Cafu, jogada 36! Ou virada de jogo 6!
- Adriano, segue o caminho da paca! Tatu!

Mas a leitura labial revelou que ele só faz gritar palavras isoladas:

- Vai!
- Corre!
- Chuta!

Ou ele não ajuda em nada, ou ele realmente criou uns códigos bastante discretos.

Mas acho que a Globo deveria dar continuidade à idéia da leitura labial. A equipe padrão de cobertura a partir de agora deveria ser composta sempre de 1 narrador, 1 comentarista, 1 árbitro e 1 surdo-mudo.

O problema é que se a leitura labial fosse um padrão em todos os jogos, os jogadores e técnicos começariam a pensar duas vezes antes de falar. Ou então iriam vender merchandising nas suas falas:

- Cafu, boa corrida. Esse seu Nike novo é ótimo
- Adriano, vem aqui tomar um Gatorade pra refrescar.

A Globo iria ter que colocar um PIIIII…. toda vez que alguem falasse um nome de uma marca.

Nasceria, então, a censura da leitura labial.