Artigos sobre Internet

Eu tenho 60 mil seguidores no Twitter, mas recebo muito mais feedback dos 14 mil que curtem a minha fan page.

Sabe por que isso? Porque o Facebook expõe mais as pessoas do que o Twitter.

Desta forma, quem desiste do Facebook, cancela o perfil. Mas quem desiste do Twitter, não cancela a conta, deixando por lá e gerando um grande universo de contas abandonadas e falsa impressão de que a rede social tem muitas usuários.

Cada vez mais o Twitter está se tornando um ambiente em que criadores de conteúdo se comunicam com outros criadores de conteúdo. Os consumidores estão no Facebook.

A maior febre da Internet no últimos anos são os sites de compras coletivas. Se eu fosse um jornalista, nesta frase eu deveria citar vários números, estatísticas e estudos mostrando o volume de dinheiro e de cupoms movimentado por estes sites.

Como não sou jornalista, vou chutar que estes sites movimentaram R$ 136,85 milhões no primeiro bimestre deste ano, sendo vendidos mais de 2,83 milhões de cupons.

Na verdade, o objetivo deste artigo é questionar esse conceito de “compra coletiva”.

Estes sites são chamados de “compra coletiva” porque, teoricamente, o grande volume de pedidos justifica a venda de produtos e serviços com descontos gigantescos (que chegam até 90%). Ou seja, todo mundo junto “comprando coletivamente” passa a ter um maior poder de barganha e consegue descontos.

Para garantir esse grande volume, os sites estabelecem um mínimo de pedidos a partir do qual o desconto passa a valer. Caso esse número mínimo não seja atingida, o desconto é cancelada. Ou seja, esse tal “número mínimo” é a variável mais importante do processo porque, teoricamente, é o volume que proporciona ao vendedor o ganho de escala necessário para compensar o desconto concedido.

Entretanto, o que observo é que esse número mínimo de pedidos normalmente é desprezível (tipo 5 ou 10 unidades) e muita vezes é até um número padrão independente do produto vendido.

Tomando como exemplo um restaurante, não faz muito sentido, economicamente falando, que, ao atingir um volume de vendas de 5 unidades, passe a valer a pena vender um produto (ex. Temaki) por menos da metade do preço. Ou seja, não é o poder do “comprando coletivamente” que viabiliza os descontos. A oferta já era viável, independente de volume, e os “sites de compra coletiva” apareceram apenas como um canal de comunicação para divulgar de forma rápida e econômica essas ofertas.

Na prática, as empresas oferecem esses descontos para fazer com que o cliente conheça o estabelecimento/produto/serviço e quem sabe retorne em outra oportunidade (sem cupom de desconto) ou até mesmo para desovar um produto que está com estoque alto ou um serviço que está temporariamente ocioso.

Os site de compra coletiva, portanto, são apenas sites de ofertas.

Até 1986, o Campeonato Brasileiro era disputado por 40 clubes, no mínimo. Com o passar do tempo tornou-se um modelo inviável e deficitário, principalmente para os maiores clubes do Brasil.

Em 1987 os maiores clubes do Brasil resolveram se unir e realizar um campeonato menor e mais rentável, querendo então jogar somente entre eles e mais alguns outros clubes convidados. Para isso criaram o Clube dos 13 e resolveram convidar mais o Coritiba-PR, o Goiás-GO e o Santa Cruz-PE, totalizando um número de 16 clubes para disputar um Campeonato Brasileiro mais enxuto e rentável (em outras palavras: dividir a grana da cota de televisão entre menos clubes).

Acontece que a CBF não concordou, porque haviam outros clubes que no ano anterior tinham conquistado, em campo, o direito de disputar o Brasileiro da 1ª Divisão, entre eles o Guarani-SP, vice-campeão em 1986, o Sport-PE, o Atlético-PR, América-RJ (4° colocado em 1986), Portuguesa,  Vitória-BA, o Náutico-PE, entre outros.

A solução para a CBF viabilizar o Brasileiro de 87, atendendo aos interesses do Clube dos 13 e aos demais clubes, veio na forma de um regulamento inusitado: 4 módulos, sendo que 2 módulos (ou chaves) corresponderiam à 1ª Divisão: Módulo Verde e Módulo Amarelo; e outros 2 módulos (ou chaves) corresponderiam à 2ª Divisão: Módulo Azul e Módulo Branco.

Com relação ao que seria a 1ª Divisão, a CBF estipulou que os dois primeiros colocados de cada um dos módulos Verde e Amarelo, ao final das suas respectivas chaves, disputariam um quadrangular para decidir o título do Brasileiro de 1987. No Módulo Verde deu Flamengo (1°) e Internacional (2°) e no Módulo Amarelo, após empate na final, o Sport tinha melhor campanha e ficou em primeiro e o Guarani em segundo.

A partir daí, como previsto anteriormente no regulamento da CBF, deveria haver o cruzamento dos módulos (semelhante ao que aconteceu em 2000 – Copa João Havelange). Acontece que o Flamengo e o Internacional, tentando se amparar no Clube dos 13, recusaram-se a jogar contra o Sport e o Guarani e se auto-proclamaram campeão e vice-campeão da chamada “Copa União”.

Havia, como há ainda hoje, a alegação que não jogariam contra times da 2ª Divisão (?!?). Neste caso a alegação é descabida, visto que no Campeonato Brasileiro de 1986, ano anterior, o Guarani foi o vice-campeão (2° colocado), e como poderia ter caído para uma suposta segunda divisão em 1987? Por qual critério?

Depois disso, para cumprir o regulamento, a CBF marcou as partidas finais, as quais o Flamengo e o Internacional não compareceram e, conseqüentemente, perderam por W. O. Prosseguindo a competição, a CBF marcou as partidas finais entre Sport e Guarani: resultados de 1 X 1 em Campinas e depois SPORT 1 X 0 em Recife, e o Sport foi o legítimo Campeão Brasileiro de 1987, recebendo a Taça da CBF, tendo em 1988 juntamente com o Guarani (o vice-campeão brasileiro), disputado a Taça Libertadores da América.

Na verdade o Flamengo e o Inter em 1987, ao recusarem-se a jogar um quadrangular contra o Sport e o Guarani jogaram fora a chance de um deles ser o legítimo Campeão Brasileiro de 1987. Isso não aconteceu com o Vasco em 2000, ao decidir a Copa João Havelange com o São Caetano, que naquele ano (2000) disputou na 1ª fase contra outras equipes, que não às da chave principal, onde estavam os grandes clubes do Brasil, inclusive o Sport que terminou a 1ª fase em 2° lugar, e nem por isso foi o vice-campeão da João Havelange. O que aconteceu em 1987 (Copa UNIÃO) foi semelhante ao que aconteceu em 2000 (Copa JOÃO HAVELANGE).

Após o SPORT ser campeão, já em 1988, o Flamengo (apoiado pela Rede Globo) inconformado por ver o SPORT na Libertadores, pressionou a CBF de todo jeito, entrou na justiça e perdeu em todas as instâncias (mais uma prova de que estava errado), até que foi ameaçado de punição pela CBF e pela FIFA. A verdade é que o Flamengo tentou na justiça evitar o título do Sport, mas o clube pernambucano para se defender na esfera judicial federal, pediu e obteve o julgamento do mérito – “trânsito em julgado”, sobre a questão do título de Campeão Brasileiro de 1987. Desta forma então, o título de 1987 é o único que não pode ser contestado e nem mudado, por ter sido alvo de decisão judicial, favorável ao clube pernambucano.

A própria CBF não entra nessa polêmica, porém em seu site oficial (www.cbf.com.br), na relação dos Campeões Brasileiros Série A, consta como campeão o Sport de Recife, e não o Flamengo, logo, para a CBF não há discussão nem dúvidas sobre essa questão.

Não restam dúvidas de que o Flamengo é um grande clube do Brasil, de que possui vários títulos em sua galeria de troféus, conta com a maior torcida do país e tem uma trajetória de títulos muito superior ao Sport. Sobre isto não há dúvidas. Porém, se formos analisar com seriedade os fatos que aconteceram em 1987, apesar de toda a polêmica que ocorreu na época, também não há margem para dúvidas sobre quem foi o campeão Brasileiro de 1987: o Sport.

Contra fatos não há argumentos.

PS. Imagina se numa Copa do Mundo uma seleção pega uma chave super fácil e outra seleção pega uma chave super difícil, e aí a seleção que pegou a chave difícil se nega a jogar a Final com a seleção que pegou a chave fácil e se declara Campeão alegando que enfrentou adversários mais difíceis e que não é justo agora ter que jogar com uma seleção que enfrentou adversários fáceis. Pior: as seleções da chave difícil ficam com toda a grana e ainda querem que seleção que enfrentou os adversários fáceis seja considerada campeã da Copa do Mundo Série B. kkkkkkk

Adaptado de http://www.campeoesdofutebol.com.br/especial11.html

Sou usuário do Macbook e fã da Apple, mas pesquisando o mercado de tablets conclui que o iPad perde em todos os quesitos para o Samsung Galaxy Tab.

O Galaxy é um pouco menor (e mais leve), o que não prejudica de forma alguma a visualização e ainda garante mais mobilidade. Além disso, tem diversos recursos que o iPad não tem como Câmera frontal e traseira, entrada para Memória SD, TV analógica e digital, suporte a Flash e telefone com videoconferência.

O sistema operacional é o Android que é ótimo e, apesar de ainda não ter a mesma quantidade de aplicativos da Apple Store, está crescendo muito já que o sistema está sendo adotada por vários fabricantes de smartphones e é totalmente aberto a desenvolvedores

Um problema no Galaxy Tab: a capa que vem com ele abre para o lado direito. Parece que a gente tá abrindo um livro por trás.

O Twitter é um dos maiores fenômenos da história da Internet com mais de 100 milhões de visitantes únicos por mês.

Ao acessar www.twitter.com, a grande maioria dos visitantes tem como objetivo fazer login para ter acessos aos tweets.

Entretanto, os campos de Username e Password não estão imediatamente disponíveis na página principal, sendo necessário que o usuário clique em Sign In para que os campos apareçam.

Se logar é a opção mais procurada pelos visitantes, por que não deixa os campos disponíveis logo de início, hein Twitter?

Não sou expert em técnicas de SEO (search engine optimization), ou seja, técnicas de otimização de sites para melhorar o posicionamento em sistemas de busca (leia-se Google), mas, pelo pouco que entendo, sei que o title de uma página (texto que fica na barra azul superior) é bastante relevante.

Então, por que a Globo.com coloca esse “Absoluamente”?

Não seria melhor utilizar o pouco espaço para outras palavras-chaves relevantes como política, famosos, televisão, etc..?

Será que muita gente costuma fazer pesquisas no Google utilizando o termo “absolutamente”?

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Se algum SEO expert ler isso, por favor, me dá uma luz.

Recentemente viajei de Recife para Curitiba pela companhia aérea Azul, que iniciou suas operações há menos de seis meses com a proposta “low-cost, low-fare”, ou seja, “custos baixos, tarifas baixas”.

Achava que iria encontrar aeronaves bem simples, sem serviço de bordo e poucos comissários, mas fui felizmente supreendido:

  • Poltronas – As poltronas tem banco de couro, espaço maior para as pernas e cada passageiro tem uma televisão individual com canais Globosat
  • Serviço de bordo – São servidos biscoitos, waffers e salgadinhos e a abordagem dos comissários é “Escolha o que você quiser e o QUANTO você quiser”.
  • Comissários – Quantidade normal de comissários e, quando eles falam no alto falante, evitam aqueles discursos formais chatos e falam com naturalidade.

Enfim, a experiência de voar pela Azul foi bem satisfatória, ENTRETANTO… tem uma coisa que me irrita muito na Azul: o campo de quantidade de passageiros adultos do site da empresa. Vou explicar…

Quase todo dia acesso os sites das companhias aéreas para pesquisas passagens e sempre há um campo para informar a quantidade de passageiros. Nos sites de todas as outras companhias aéreas (exceto a Azul), este campo vem com a opção 1 (passageiro) marcado como padrão, já que a maior ocorrência de pesquisas é para viagem de 1 passageiro.
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ENTRETANTO, no site da Azul este campo de quantidade de passageiros vem com a opção 0 como padrão, o que não faz o mínimo sentido.

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E aí, naturalmente, sempre que vou pesquisar, esqueço de colocar a opção 1, o que gera a irritante mensagem de erro.

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Por isso, faço um apelo a Azul: vocês investiram 200 milhões de reais e estão prestando um ótimo serviço por um ótimo preço, mas AJEITA A PORRA DO SITE!!!

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Essa semana começou na minha cidade (Recife) a tal da portabilidade numérica dos telefones celulares. As operadoras, a imprensa e o próprio governo estão “vendendo” a portabilidade como sendo um grande benefício para os usuários, que poderão trocar de operadora e manter o seu número.

Entretanto, na minha opinião, a portabilidade traz mais malefícios do que benefícios para os usuários. Digo mais: acho que a portabilidade é uma grande estratégia das operadoras para aumentar as suas receitas.

Vou explicar… como todos sabem, em qualquer operadora o custo do minuto é bem mais barato quando a ligação é feita para um número da mesma operadora. Algumas operadoras, inclusive, fazem promoções em que o usuário ganha centenas de milhares de minutos gratuitos para ligar para números da própria operadora.

Com o advento da portabilidade, à medida que os usuários trocarem de operadora e mantiverem o seu número, ninguém mais conseguirá identificar a operadora através do número do telefone. Com isso, vamos acabar ligando para um número achando que é da nossa operadora – mas não é – e vamos pagar um tarifa bem mais cara.

Concordo que a portabilidade acirra a concorrência entre as operadoras. Mas a quantidade de usuários não vai diminuir – e sim aumentar – havendo apenas uma redistribuição dos usuários entre as operadoras. Ou seja, o universo de usuários será o mesmo, só que distribuídos de forma diferente entre as operadoras, sendo que agora cada usuário vai pagar tarifas mais caras. Isso significa aumento de despesa para os usuários e de faturamento para operadoras.

SaaS (software-as-a-service) é o modelo onde as empresas deixam de comprar licenças e passam a ser “assinantes” dos softwares, que são acessados pela internet. Conheça os prós e os contra.

Por Murilo Gun

No final do ano passado (2007), a Microsoft lançou o seu pacote de programas Office na internet. O serviço se chama Office Live Workspaces e permite salvar documentos do Word, do Excel e do PowerPoint na internet, e depois acessá-los de qualquer computador conectado à web. É necessário ter licença do Office.

Há mais de um ano existe o Google Docs, que oferece um pacote de programas similares aos dos Office (atualmente gratuito).

Mais do que uma briga entre os dois gigantes da tecnologia mundial pelo mercado de aplicativos, essa estratégia simboliza uma grande mudança na comercialização de softwares, consolidando cada vez mais a era do “software como serviço”, chamado também de SaaS (software-as-a-service).

Nesse modelo, as empresas deixam de comprar licenças e passam a ser “assinantes” dos softwares, que são acessados pela internet. Nas pequenas e médias empresas, por exemplo, o novo modelo vai permitir acesso a softwares que antes eram quase proibitivos, devido ao custo inicial (licença e hardware) e de manutenção (versões e suporte), como no caso dos atuais softwares de gestão empresarial (ERP).

Benefícios

Os principais benefícios da adoção do “software como serviço” são:

1. Redução de Custo. Não é necessária compra de hardware, uma vez que o software está na internet. Também é dispensada a aquisição de licença. Além disso, a contratação do serviço pode ser abatida no cálculo do imposto de renda sobre o lucro líquido, pois é contabilizada como despesa, enquanto a aquisição é considerada um ativo imobilizado.

2. Agilidade. Como o software está pronto para o uso no servidor do fornecedor, o processo de implantação normalmente é mais rápido. Pelo mesmo motivo, o suporte técnico é facilitado, não sendo necessário, por exemplo, deslocamento de equipe técnica.

3. Acessibilidade. Como o software está na internet, ele pode ser acessado pelos assinantes de qualquer lugar do mundo e a qualquer momento, permitindo mais integração entre unidades de uma mesma empresa.

4. Flexibilidade. Diferentemente do licenciamento, a quantidade de assinantes de um software como serviço pode aumentar e diminuir de acordo com a necessidade do contratante. Isso permite flexibilidade e adequação do custo da empresa a sua realidade.

5. Continuidade. No software-como-serviço, a evolução dos sistemas não precisa ser mais adquirida. A tendência é que os novos recursos e atualizações de versões sejam incorporados automaticamente e simultaneamente aos produtos.

Precauções

As vantagens e benefícios do software on-demand não indicam, entretanto, a migração imediata de todos os sistemas da empresa, pois nem todos eles são adequados ao novo modelo. Portanto, antes de optar, a empresa contratante deve analisar as suas necessidades com bastante cuidado. Quatro pontos básicos precisam ser levados em conta nesse momento:

1. Acesso. Como no SaaS os softwares funcionan online no servidor do fornecedor, uma das exigências para sua adoção é o acesso internet, que precisa ser rápido, estável e redundante. Para fazer efeito, a redundância deve ser feita com operadores distintos. Esses cuidados minimizam a possibilidade de descontinuidade do serviço.

2. Aplicação. Os sistemas de missão crítica para a empresa, como os responsáveis pelas vendas (frente de loja e estoque), não são recomendados nesse modelo. Mesmo com acesso rápido, estável e redundante, a empresa não está imune à indisponibilidade, o que pode causar perda temporária de receita. As aplicações mais robustas – mesmo não sendo críticas, mas que precisam de alto desempenho de hardware – devem seguir o mesmo raciocínio.

3. Personalização. Ao optar por um software on-demand, a possibilidade de personalização é quase inexistente. Afinal um dos aspectos que o torna de baixo custo é ser padrão para todos os assinantes. Nesse caso, a empresa contratante precisa se adequar aos processos de negócios do software do fornecedor.

4. Integração. Por funcionar no servidor do fornecedor e ser padronizado, o software on-demand não se integra automaticamente com os demais sistemas instalados da contratante. A troca de informações pode acontecer, contudo, de forma manual, através da importação e da exportação de dados.

Apesar desses fatores, o software como serviço vem avançando com grande velocidade em áreas que não são afetadas pelas restrições técnicas. Um bom exemplo são os sistemas de CRM. Os principais fornecedores desse mercado, como IBM e Microsoft, já oferecem há algum tempo seus produtos no modelo on-demand. Inclusive, um deles, o SalesForce.com, nem possui o modelo tradicional, ofertando apenas o SaaS.

Os softwares anti-vírus são outro exemplo dessa tendência. Fornecedores como a Mcafee possuem duas opções para o cliente: adquirir e administrar a segurança por conta própria ou assinar um serviço gerenciado pela Mcafee. Outros softwares já atuam do mesmo modo: treinamento à distância, gerenciamento de conteúdo e e-mail marketing.

Não é simples decidir a área da empresa para utilizar o software como serviço e o momento mais adequado para a mudança, que deve ser feita gradualmente, à medida da necessidade.

A boa notícia é que esse modelo normalmente permite o teste da implantação para avaliar a adequação ao negócio. O recomendado também é procurar fornecedores que já ofereçam softwares como serviço e realizar uma análise do custo total de propriedade (TCO) e do retorno sobre o investimento (ROI).

Fonte: [Webinsider] http://webinsider.uol.com.br/2008/05/20/software-como-servico-beneficios-e-precaucoes/

Porque reúne muito público e não requer maiores investimentos, o Orkut é usado por empresas e indivíduos com propósitos de propaganda e marketing. Veja o que se costuma fazer e evite cometer erros que atrapalham tudo.

Por Murilo Gun

A rede social Orkut tem mais de 70 milhões de usuários, onde mais de 55% são brasileiros. A cada oito dias, 1 milhão de novos usuários ingressam no sistema. É, sem dúvida, a maior plataforma de relacionamento da internet brasileira. O site é utilizado principalmente para comunicação entre amigos, paquera e troca de informações através das comunidades.

Apesar dos termos de uso do site afirmarem que “o serviço é disponibilizado somente para uso pessoal”, existem muitas empresas explorando comercialmente o site, em ações que podem ser profissionais e bem pensadas ou, ao contrário, realizadas de forma amadora ou inadequada.

A utilização comercial do Orkut acontece de várias formas. Algumas estratégias são:

Marketing direto

Empresas podem reunir clientes e prospects em sua comunidade e utilizá-la como ferramenta de marketing direto para comunicação e relacionamento com o seu público. Um restaurante, por exemplo, pode oferecer descontos aos clientes que estiverem na comunidade. Desta forma, a comunidade poderá ser utilizada para enviar novidades e promoções do restaurante para seus clientes.

Pesquisas de mercado

Através das comunidades do Orkut, é possível fazer pesquisas qualitativas para conhecer melhor o público-alvo de um produto ou serviço. Também é possível utilizar o recurso de enquete das comunidades para fazer pesquisas quantitativas. As comunidades criadas espontaneamente pelos usuários servem de parâmetro para analisar a qualidade de serviços e produtos. A Skol, por exemplo, tem 1 milhão de usuários em comunidades positivas e 12 mil em comunidades negativas.

Enquanto isso, as Casas Bahia têm mais de 300 mil usuários em comunidades negativas e apenas 12 mil em comunidades positivas.

Recrutamento e seleção

Muitos departamentos de recursos humanos das empresas utilizam o Orkut no processo de seleção de candidatos, através da análise de fotos, scraps e, principalmente, das comunidades que o candidato escolheu participar.

Ouvidoria

As comunidades do Orkut também podem ser utilizadas como um ambiente de relacionamento com os clientes. Quando o Itaú criou a campanha “O Itaú quer ouvir você” com o objetivo de obter feedback dos seus clientes, muitos clientes e usuários optaram por utilizar comunidades do Orkut para comentar os serviços do banco.

Aproximação com o cliente

Empresas e profissionais podem utilizar seus perfis para comunicação com o seu público-alvo. A Nextel criou o personagem Pimentel, que “assina” um blog e tem perfil no Orkut, usado para comunicação com clientes e prospects da empresa. Neste ano de eleições municipais, muitos candidatos estão criando perfis para se aproximar dos seus eleitores. Atores, músicos, comediantes, palestrantes, professores e diversos outros profissionais também utilizam o site como plataforma de relacionamento com fins comerciais.

Links patrocinados

O Google vêm testando a utilização de anúncios de links patrocinados no Orkut. Com isso, será possível exibir anúncios em texto nas páginas do site.

Cuidados

É importante que as empresas observem algumas precauções importantes em relação à utilização comercial do Orkut. Uma delas é estar preparado para atender a demanda do público, que pode ser grande.

De nada adianta um candidato a vereador iniciar uma aproximação com os seus eleitores se não estiver preparado para responder as mensagens. Da mesma forma, uma empresa que pretenda utilizar uma comunidade como ferramenta de SAC precisa ter uma equipe preparada e treinada para atender a demanda.

Lembre-se também que seu público-alvo podem estar em empresas que bloqueam o acesso ao Orkut pois entendem que os colaboradores utilizam o sistema com muita frequência e perdem produtividade.

Seja transparente

Assim como em qualquer ação de comunicação (online ou offline), é essencial a transparência das ações entre a empresa e o seu público. Evite, por exemplo, criar perfis falsos para fazer comentários positivos em comunidades. Os profissionais que forem responsáveis pela comunicação através do Orkut devem ser devidamente identificados como representantes da empresa.

Pratique o marketing de permissão

A utilização comercial do Orkut deve seguir os princípios do marketing de permissão, ou seja, deve contar sempre com o consentimento do usuário em receber mensagens da empresa. Assim, nada de enviar scraps em massa para pessoas que não concederam permissão para isso, pois esta prática é considerada spam.

O fato de um cliente ter entrando na comunidade da empresa não significa que deseja ou aceite bem receber newsletters em seu endereço de e-mail. Para isso é necessário uma permissão específica.

Cuidado com o “efeito reverso”

Qualquer ação de marketing que utilize comunidades online precisa ser pensada com muito cuidado, de modo a evitar o “efeito reverso”, ou seja, gerar um retorno negativo para a empresa.

Em 2007, a comunidade do Orkut “Eu AMO Floripa”, que tinha quase 75 mil membros, foi “adquirida” pela RBS para promover o festival do verão “Floripa Tem”. A empresa pagou R$ 2 mil a um jovem carioca para se tornar mediador do fórum da comunidade, que teve seu nome alterado, logo em seguida, para “Eu Amo Floripa! Floripa Tem!”. Os membros da comunidade se sentiram usados (ou vendidos) e fizeram vários protestos online criticando a ação da RBS.

Potencialize as estratégias apresentadas, minimize os riscos observando as precauções e boa sorte na utilização comercial do Orkut!

Fonte: [Webinsider] http://webinsider.uol.com.br/2008/03/05/estrategias-e-precaucoes-na-utilizacao-comercial-do-orkut