Geral

Nesta quinta, dia 25 de agosto vai ser inaugurado, no Recife, um espaço cultura com o nome do meu pai.

O centro cultural é um local de situação da vida intelectual da cidade, fórum de encontro e repercussão, instância em que ocorrem as transformações culturais (literárias, plásticas, audiovisuais, musicais, etc), onde se situa o magistério artístico, produzem-se cursos e colóquios, montam-se performances e cumplicidades, operam-se revelações artísticas, instiga-se o futuro cultural da Cidade e repassam-se episódios e figuras da arte pernambucana, em especial, do século 20.

Em suma, o centro é algo dinâmico, ou, mais que isso, um dínamo e uma linha de transmissão de eventos, acontecimentos, descobertas e estimulação de talentos que se apresentam, um locus para sua eclosão, um apoio para seu desenvolvimento.

Assim, a partir de 25 de agosto de 2011, abre as portas e insere-se, na vida cultural recifense, o Centro Cultural Vital Corrêa de Araújo, aberto a todas as iniciativas, a todos os artistas e escritores em todas as fases de seus desenvolvimentos.

À frente da iniciativa, grupos culturais como, Invenção de Poesia, Coletivo Oroboro e Mandíbula Eleata, já atuantes em diversas frentes, juntam forças sobre a coordenação do artista plástico Sílvio Hansen (Presidente) e do poeta Rogério Generoso (vice-Presidente), tendo como Patrono o poeta e criador de inúmeros movimentos como, Poetas da Rua do Imperador, Poetas do Pátio, entre outros,Vital Corrêa de Araújo, que empresta seu nome e prestígio ao Centro culltural.

O Centro Cultural Vital Corrêa de Araújo (que já chamamos de Centro Vital) abre as portas em 25.08.2011, com a solenidade de fundação do mesmo, e a TRISEXPOSIÇÃO, apresentando obras dos artistas plásticos Cyane Pacheco, Fernando Duarte e Raul Córdula.

O objetivo deste post é mostrar o poder de viralização da Internet e tentar refazer o caminho percorrido por uma piada boba que eu criei e que, em poucas horas, transformou-se em domínio público da Internet.

Muita gente fala que piada não tem dono. Para mim, isso é desculpa de gente que não tem capacidade de criar. Para quem trabalha com humor, principalmente a geração de comediantes stand-up (que valorizam bastante a autoria das piadas), piada tem dono sim.

Entretanto, o objetivo deste post não é resgatar o crédito pela piada, até porque isso não é mais possível e também porque foi uma piada factual que nem é tão boa assim.

Segue a “saga de uma piada”

Na última segunda (14) fiz uma piada boba no Twitter sobre a vuvuzela que, em poucos minutos, foi retransmitida por mais de 100 pessoas através do recurso de Retweet.

Quinze minutos após a publicação da piada, algumas pessoas já começaram a retransmiti-la sem a citação do crédito.

Em poucos mais de 1 hora, surgiram os primeiros questionamentos sobre a autoria.

E também surgiram as primeiras variações.

Apesar de algumas pessoas retransmitirem atribuindo o crédito, outras pessoas encaminhavam atribuindo o crédito ao retransmissor – e não ao autor.

No dia seguinte (15), o twitter @MariaDitadora citou a frase e o Kibeloco, o maior blog de humor do Brasil e com mais de 300 mil seguidores no Twitter, retransmitiu atribuindo, naturalmente, o crédito a @MariaDitadora.

Com isso, diversas personalidades retransmitiram, dentre elas Luciano Huck (mais de 1,5 milhão de seguidores) e Marcos Mion (mais de 500 mil seguidores)

A partir daí, a piada transformou-se em domínio público sendo citada por milhares de twitters e um bocado de blogs.

THE END