Histórias pessoais

Em 2010, aos 27 anos, fui diagnosticado com um tumor retroperitoneal. Durante a fase de investigação, tive que fazer o tão temido exame de toque retal. Como minha mãe é medica, ela me acompanhou em todos os exames.

Acho que o procedimento do toque reatal todo mundo já ouviu falar: o sujeito tira as calças, fica de ladinho deitado na cama, assiste em câmera lenta o médico colocar aquela luvinha e passar um creme no dedo.

Durante essa preparação (preferi chamar de “preparação”, pq se eu falasse “introdução” poderia gerar dúvidas), já puxei um assunto paralelo com o médico: futebol. Quando ele fez a “introdução”, continuamos no papo futebol, até que minha mãe interrompeu:

- Murilo, pare de falar de futebol, está desconcentrando o médico

O medico, experiente, contestou:

- Fique à vontade, Murilo. Pode conversar sobre o que quiser

De todo o jeito, o assunto momentaneamente parou e comecei a sentir uma sensação terrível.

Lição: quando for levar na bunda, evite a presença da sua mãe.

Conclusão: por isso que heteros gostam de futebo

Eu durmo muito mal. Pior do que a dificuldade para dormir, é a baixa qualidade do sono. Tenho muitos sonhos e pensamentos durante a noite, além de uma mania de ficar mexendo no cabelo. Minha noiva já filmou. É muito louco. Passo horas mexendo no cabelo… coloco o cabelo para o lado, para trás, para frente. Não sei como parar com isso, mas estou tentando algumas soluções alternativas.

Primeiro comecei a dormir com uma touca de banho. Pensei “quando minha mão chegar no cabelo, vai ver que é uma touca e vai desistir de mexer”. Não deu certo pq a touca é muito fácil de fugir da cabeça. Então comecei a dormir com um lenço amarrado no cabelo, mas também não deu certo. É um pouco mais eficiente do que a touca, mas também cai.

Até que descobri que o problema não é no cabelo, e sim nas mãos. E agora durmo com meias nas mãos.

 

 

Descobertas

29
jul

Um belo dia estava em casa, tinha acabado de tomar banho e fui no quarto para acabar de me enxugar.

Comecei a olhar o meu corpo nu no espelho. Fiquei observando cada detalhe, até que percebi uma coisa bem estranha.

Nunca tinha visto aquilo na minha vida. Era na parte de trás do corpo e parecia ser uma ferida escura e profunda.

Fiquei preocupado. Liguei para o trabalho dos meus pais, mas eles não atenderam. Fiquei com vergonha de comentar com a empregada, então insisti tentando falar com minha mãe, até que consegui.

Ela ficou louca e voltou mais cedo do trabalho. Quando chegou em casa, estava nervosa, assim como eu. Analisou a ferida, mas, ainda bem, não era nada demais.

Eu tinha 5 anos e tinha descoberto o meu cu.