Sabe no colégio quando um professor faz uma interpretação bem complexa de um poema? Ou quando você vai num museu e o guia faz uma análise bem profunda de uma pintura ou de uma escultura?

Eu duvido que os autores dessas obras tenham realmente pensando nisso tudo que as pessoas interpretam. Aposto que, se esses artistas fossem responder a questões de vestibular sobre suas próprias obras, eles errariam.

As pessoas inventam interpretações complexas para valorizar a obra. Por isso que a maioria desses artistas só ficaram famosos depois que morreram: como eles estão mortos, não podem contestar as interpretações malucas que os “especialistas” inventam.

2 Comentários

  1. Manoel disse:

    Mario Prata fez esse comentário no Programa do Jô. Ele não conseguiu responder nenhuma pergunta de um vestibular onde sua obra foi referência para algumas questões.

  2. Bianca disse:

    Sempre pensei assim. E como aluna do E.M, tenho de lidar com o olhar torto dos professores de literatura, quando proponho que aquela interpretaçào sobre uma obra, é dele, e não necessariamente do autor. Tanto é que A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, por ex, é interpretado de formas bem diferentes dependendo do professor.

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